"Escrevo numa tarde cinzenta e fria, trabalho pra espantar a solidão nos meus pensamentos, hoje assumi em público a minha doença, estou mais leve, mais livre, mais ainda tenho muitos medos, medo de voar, de amar, de morrer, de ser feliz, medo de fazer análise e perder a inspiração, ganho dinheiro cantando as minhas desgraças, comprar uma fazenda e fazer filhos talvez fosse uma maneira de ficar pra sempre na terra, porque discos arranham e quebram."
"O tempo corre
a pressa
escorre.
A gente mal nasce,
logo
morre."
nevou:
Maria tem medo de fantasma.
Joaquim foge de insetos.
E Anita queima o alfabeto.
E quase fugindo o ar e plasma
do sangue do humano inquieto.
Raul quebra a rima e fala:
Nem asmas, nem plasma,
nem alfabeto,
nem citoplasma,
nem irrequieto.
”Meu irmão,
o absurdo
somos nós!”
"Estou exausto dessas noites frias que me fazem lembrar dos teus abraços quentes."